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A maldição dos estereótipos femininos

Por meio da sociedade damos início a nossa vida, nos desenvolvemos, nos conhecemos e entendemos quem somos, o que gostamos, de que formas vivemos. A socialização tem um papel extremamente importante e necessário no desenvolvimento humano, mas até que ponto não é uma maldição?

Aqui irei direcionar às mulheres, mas deixo minha opinião de que também é uma maldição para os homens…

São tantos papéis a serem seguidos, regras a serem cumpridas, poxa, como deve ser cansativo não poder ser apenas…humano.

E para nós, mulheres, realmente, todo o clichê faz sentido, somos mesmo guerreiras. Passamos a vida inteira ouvindo dos outros como nós devemos ser, o que devemos fazer da vida, que caminhos devemos seguir, que caminhos não devemos tomar de forma alguma, de que maneira temos que agir para sermos aceitas e consideradas “boas”.

Ouvimos julgamentos constantes sobre aquela mulher que não quer ser mãe, que não quer ser magra, que não quer se casar. Ouvimos julgamentos sobre a mulher que trabalha demais e tem pouco tempo com os filhos, e da mulher que optou por não trabalhar e ficar só com os filhos.

Se pararmos para analisar, a insatisfação da sociedade é constante, e nunca vamos alcançar o “ideal” que é apresentado.

Trato o estereótipo de mulher perfeita como uma maldição pois é sim algo negativo na vida das mulheres. Junto desse estereótipo e desse ideal vem uma onda de cobranças exaustivas, de forma que nós não podemos apenas ser quem queremos, fazer o que temos vontade, trabalhar com o que desejamos.

Temos sempre ao nosso lado um olhar de julgamento, ora, provavelmente me julgam enquanto escrevo essa coluna.

E de que forma nós podemos lidar com tudo isso, de que forma fazer ser leve e ignorar todos os olhares e opiniões sobre a nossa vida?

Como uma verdadeira psicóloga, sou suspeita para falar, pois sempre vou olhar com muito carinho o contato que temos com o autoconhecimento, sendo um dos aliados mais importantes da nossa caminhada. Nós nos tornamos autossuficientes quando nos conhecemos ao ponto de não precisar constantemente da aprovação das outras pessoas.

Ser feliz com suas escolhas é libertador, mas requer coragem e um trabalho constante. Toda escolha que fazemos é carregada de responsabilidade e opiniões de terceiros, o que muda é a forma que nós decidimos enfrentar isso.

Independente da mulher que você escolher ser, terá aprovação e desaprovação. O que realmente importa é como você banca a sua escolha. Quando estamos felizes com a gente e com o caminho que estamos seguindo (não estou dizendo que será um mar de rosas, vai ter medo e insegurança) opiniões de terceiros passam a ser (pelo menos um pouco) irrelevantes, pois cada vez mais nos aproximamos da mulher que almejamos ser.

E não tem sentimento melhor do que orgulho de ser quem somos, onde chegamos e onde sabemos que iremos e conseguimos chegar.

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